A energia solar e sua história mundo afora
- Marketing Agmus
- 18 de jun. de 2024
- 3 min de leitura
A história da energia solar começou há 185 anos quando um físico francês fez uma importante descoberta para o setor. De lá para cá, essa fonte alternativa passou por diversas etapas até se transformar no potencial que é hoje
Você já parou para pensar sobre a história das placas fotovoltaicas localizadas em cima dos telhados das casas, indústrias, empresas e propriedades rurais?
Para chegar nelas, o caminho foi longo, mas valeu a pena para quem o escolheu, pois ganhou economia, renovação e sustentabilidade.
Se você ficou interessado no tema, boa leitura!
A história começa
Para quem vê a atual tecnologia das placas fotovoltaicas não imagina que tudo começou, em 1839, quando o físico francês Alexandre Edmond Becquerel descobriu o efeito fotovoltaico.

Foto: Wikipédia - Alexandre Edmond Becquerel
O próximo passo foi dado por Willoughby Smith, em 1873, ao apresentar a fotocondutividade no selênio.

Foto: Wikipédia - Willoughby Smith
Os responsáveis em provar que o selênio gera eletricidade quando exposto à luz foram William Grylls Adams e Richard Evans Day, em 1876.

Foto: Wikipédia - William Grylls Adams
Em 1883, o inventor americano Charles Fritts produziu a primeira célula solar, e consequentemente, o primeiro painel solar para os telhados de Nova Iorque (EUA).
Porém, a corrente elétrica era fraca e não conseguiu competir com Thomas Edison e sua usina de carvão.
O efeito fotoelétrico foi observado, em 1887, por Heinrich Hertz.
Albert Einstein publicou um artigo sobre o assunto, em 1905.

Foto: Wikipédia - Heinrich Hertz
A história chega à metade
A energia solar continuou avançando no decorrer dos anos. Quem experimentou na prática o efeito fotoelétrico, por exemplo, foi Robert Millikan, em 1916.

Foto: Wikipédia - Robert Millikan
A produção de cristais semicondutores, com base em um único cristal de qualidade, só foi possível graças ao químico polonês Jan Czochralski, em 1918.
Enquanto Charles Fritts desenvolveu lá atrás a célula solar com 1% de eficiência, pesquisadores da Bell Labs apresentaram a primeira célula solar de silício com 6% de eficiência, em 1954.
Em 1958, a espaçonave Vanguard I recebeu da NASA células solares em sua composição.

Foto: Wikipédia - Vanguard I
Usando um sistema híbrido, ou seja, fotovoltaico e térmico, foi construído a Solar One, em 1973, pela Universidade de Delaware (EUA).
Trata-se das primeiras residências com energia fotovoltaica do mundo.
Já a maior instalação de geração solar fotovoltaica do mundo foi construída pela ARCO Solar, na Califórnia (EUA), em 1979.
A história continua
A partir da década de 80, a energia solar se popularizou no uso de rádios, relógios, calculadoras e outros dispositivos eletrônicos porque a eficiência e o preço das células fotovoltaicas melhoraram significativamente.
A consciência ambiental surgiu na década de noventa, principalmente relacionada à queima de combustíveis fósseis. Por isso, representantes de determinados países começaram a sugerir um mercado fotovoltaico.
A energia solar começou a se tornar o que é hoje, a partir de 2000, graças as novas matérias-primas e tecnologias, ao aumento da produção e ao fomento no setor.
Chegada ao Brasil
Em 1997, o professor Ricardo Rüther trouxe da Alemanha o primeiro sistema fotovoltaico do Brasil para ser instalado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde funciona até hoje.

Foto: Henrique Almeida/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
Ele estava em Freiburg para terminar um pós-doutorado em Sistemas de Energia Solar na Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems.
A chegada desse sistema, com 78 módulos fotovoltaicos e um inversor, abriu portas para criar tudo que conhecemos hoje, inclusive, a Resolução Normativa 482/2012, que autoriza a produção própria de energia elétrica a partir de fontes renováveis.
A instalação
Sem empresas especializadas, nem verba disponível, os próprios estudantes da universidade instalaram o sistema fotovoltaico.
Uma estrutura metálica sustentou os módulos, os inversores foram colocados em paredes e a conexão elétrica foi feita por conta própria.
Após superar esse desafio, o grupo conseguiu ligar o sistema fotovoltaico na rede elétrica pública, fato proibido na época, após autorização da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).
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